Pra muita gente moda é sinônimo de futilidade. Não concordo e não entrarei nessa questão, porém o que acho interessante sobre o assunto não é o burburinho que acontece nas fashion weeks da vida, nem que inspiração teve o estilista fulano de tal; mas sim como as pessoas se expressam através de suas roupas, como tudo quer passar uma mensagem. É tanto esforço pra ser "cool" que fica até engraçado reparar como tá ficando todo mundo igual: all star, sapatilinha colorida, look retrô, cabelinho à la Amy Winehouse (nas devidas proporções, é claro) - no ambiente de trabalho então, cada fio de cabelo despenteado é milimetricamente pensado. Ultimamente, tenho estado em contato com pessoas no momento de compra de suas roupas. É impressionante como são influenciáveis e como questionam o "que vai pegar" nas próximas estações. Ou então se a peça X combina com a Y. Gente, são pessoas instruídas, inteligentes, mas... quanta insegurança! Quanto medo de errar e passar a "mensagem errada".
Ser cool já é commodity, segundo o post Fashion Nation http://www.thecoolhunter.net/lifestyle/INSPIRATION-NATION/. É verdade. Vale a leitura. Cito novamente o "fenômeno Amy Winehouse". Ela que é tratada pela mídia como diva, recebeu grammys, tem milhões de fãs e seguidoras de seu estilo - inclusive a roqueira Pitty posa toda orgulhosa de "Amy Cover" na tv. Será que ela é tãão talentosa assim? Tudo bem, posso estar levando esse tema pro pessoal, mas a música dela não tem nada de espetacular, particularmente acho até desafinada - mas não vem ao caso. Dia desses tive a curiosidade de saber mais sobre sua vida. Soube que vem de uma família com influências musicais, que pra variar teve infância tumultuada, pais separados traumaticamente e etc, etc. Só me parece que hoje para Amy falta música e sobra barraco. Sobram também seguidores, e para estes, falta criatividade - mais uma vez.
Tudo bem, eu entendo que algumas pessoas influenciem outras. Apesar de não ter nada a ver com o universo fashion, acredito na arte envolvida nesse circuito e no talento de seus profissionais - que ironicamente utilizam como fonte de inspiração o próprio estilo das ruas. Mas tudo tem limite.
Interessante a entrevista da revista Moda feita com Alex Atala, citado por Johnny Luxo como "o chef mais cobiçado da cidade". Aliás, ele tava até na campanha da Nextel né? Acho que ele é cool. Quando questionado sobre as peças de vestuário mais difíceis de achar no Brasil, ele responde: "Camisa, cueca e gravata. Falta qualidade e um bom corte". Sei lá, cada um é cada um. Mas Alex, será que você não tá forçando a amizade? Qual é o segredo do corte de uma cueca? Conta pra gente! Sem querer fazer apologia, essa semana fui ao Extra Hipermercados e peneirei várias coisinhas legais: um vestido preto pra usar com jeans, uma blusinha e uma sandália verde linda e super confortável. Não passou de R$ 50,00. Alex, dá uma passada lá! E deixando a ironia de lado e falando sério, será que você SÓ vai encontrar roupas decentes pra você na loja do Herchcovitch ou na Comme des Garçons?
Que fique bem claro que a crítica também vale pra mim. Gente, vamos gostar mais da nossa autenticidade. Ironicamente, deixo copiada uma frase do post citado acima (cliquem no link, vale a pena) e que acho legal termos em mente pra vida: Do your own thing, keep reaching up for those high ideas and never look over your sholder - because thats what being creative, its trully about. E a última, de "minha autoria": Extra rules!!!!!

2 comentários:
Bom, eu gosto da Amy, pelo menos musicalmente falando. Tenho os dois CDs dela aqui e gosto bastante, mas hoje mesmo estava escrevendo sobre isso: O estrago que ela faz com o próprio talento faz mais sucesso do que o talento em si. E o mais triste que ao invés de um exemplo ruim isso vira modinha. "rehab is the new black"!
é...todo mundo curte a amy..impressionante.. li nesse fds que ela foi a artista que mais vendeu cds esse ano. eu acho fake, hehe.. bjoooooooooo
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