terça-feira, 22 de julho de 2008

Top Top 2008

Hoje pela manhã, escutei Vanessa da Mata e Ben Harper cantando aquela música, "Boa Sorte". Bode. Quem me conhece sabe que tenho bode da Vanessa da Mata, em primeiro lugar pelo nome, segundo pelo cabelo, terceiro pela voz, não necessariamente nessa ordem. Só vejo na mídia, como a "nova geração" da MPB nomes como o dela, o de Mariana Aydar, Nina Becker, Roberta Sá e por aí vai. Não tenho nada contra elas, pelo contrário, são ótimas intérpretes (tirando a Vanessa, que a voz me irrita), mas parece que falta um "quê" no nosso cenário musical. Alguma coisa nova, criativa, de qualidade. E que esteja em sintonia com o mundo. Não precisa ficar forçando a "brasilidade".
Hoje li na Ilustrada uma reportagem sobre a nova revelação do Jazz norte-americano, a Esperanza Spalding, que vai tocar no TIM Festival em outubro. Baixei algumas músicas dela, inclusive fiquei curiosa porque em algumas ela canta em português - nas releituras de "Ponta de Areia" e "Samba em Prelúdio". Levando isso e outras coisas em consideração a gente pensa: o jazz nunca mais foi o mesmo depois da bossa-nova, na minha opinião (e modesto conhecimento sobre o assunto) o primeiro grande movimento musical brasileiro com influência mudial. E interessante, a bossa-nova era despretenciosa.

Depois, Tropicália - pra mim, apenas Mutantes. Eu não vou falar dos outros (Caetano e Gil) e também vou pular a fase ditadura-MPB -Chico Buarque e etc porque esse assunto "já deu". A própria Rita disse uma vez: "eu não tava nem aí pra ditadura, eu tomava é muito áááácido". Retomando, queria muito postar aqui alguma coisa sobre a banda e relacionar com essa falta de novidade que encontramos hoje. Daí me deparei com uma crônica antiga do Nelson Motta, comentando uma matéria sobre a Tropicália da New York Times Magazine escrita em 99 acho! Que tolinha, eu! Mas é muito engraçado, porque a matéria conclui que os brasileiros estavam 30 anos adiantados em relação aos americanos no que se refere ao movimento "pop sofisticado". Cita também como anos depois gente como Kurt Cobain, Beck e muitos outros se influenciaram pelos Mutantes - ironicamente - " um grupo de rock que durante toda a sua carreira foi acusado no Brasil de não fazer música brasileira. O rock dos Mutantes, para americanos, soa como samba, exótico, original, novo". Além disso, para a faixa-etária dos 18 aos 25 parece mais criativo e moderno do que o "repetitivo e desencantado rock americano", embora tenha sido feito há 30 anos atrás e em português. Leia na íntegra: http://sintoniafina.uol.com.br/cronicas.php?id=13

O que veio depois de novo/original? Entramos em crises sócio-econômicas e teve gente boa explorando os acontecimentos diversos no Brasil,como Cazuza/Barão Vermelho, Legião Urbana. Fora isso, várias outras bandas legais, como Capital, Ira!, Titãs, etc. Eles foram importantes para o rock do Brasil, mas não tivemos mais nada com capacidade de influenciar mundialmente. Não que isso seja necessário, é apenas uma observação.

E o que temos fazendo sucesso por aqui hoje? Imitação-emo-skatista NX zero e afins, Chorão-Brown, Pitty, Jota Quest. O que é considerado diferente pela massa? Talvez tenhamos poucos nomes, como Los Hermanos, CSS, Orquestra Imperial, Curumim? Tenho minhas dúvidas. Mas sei que nada é super expressivo por enquanto e ainda por cima é restrito a poucos. E parece que tudo o que tinha que ser contestado já foi cantado.

A gente sempre tende a pensar que todo grande movimento musical está relacionado à política. Nos anos 60 por exemplo, com a guerra do Vietnã e os hippies... com a ditadura no Brasil já citada. Mas não é bem assim. Hoje temos tanta desgraça na nosa cara, e o que vemos é que não adianta fazer os Live 8´s, o Earth Day e todos os outros festivais feitos nos últimos anos. É estranho, estamos todos cientes de nossos direitos, temos toas as informações do que está acontecendo, sabemos da injustiça da guerra do Iraque, de todo o absurdo da China (e mesmo assim vamos todos lá nas olimpíadas). Os líderes estão cag***** para nós. Nunca mais teremos um Woodstock. Falando nele, vale a pena conferir o site do museu, inaugurado justamente na fazenda Bethel Woods, nas proximidades de NY, onde aconteceu o festival. Ele é todo interativo, reúne fotos, acervo de materiais, diversos clipes, parece muito legal e deve valer a pena a visita: http://www.bethelwoodscenter.org/museum.aspx

Bom, não estou com muita inspiração pra concluir este post. No início eu queria terminar comentando o documentário "Sou feia, mas tô na moda" (2005) e falar um pouco sobre a internacionalização do funk carioca. No filme vemos o sucesso do DJ Marlboro no Sonar da Espanha, e também os gringos da França, Inglaterra e Eslovênia curtindo o pancadão. É engraçado, tanta gente cult tentando fazer sucesso lá fora e o que bomba é justamente o que a sociedade tenta esconder. Mas vou deixar pra outra hora. Fui!


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Keep Cooler!

Pra muita gente moda é sinônimo de futilidade. Não concordo e não entrarei nessa questão, porém o que acho interessante sobre o assunto não é o burburinho que acontece nas fashion weeks da vida, nem que inspiração teve o estilista fulano de tal; mas sim como as pessoas se expressam através de suas roupas, como tudo quer passar uma mensagem. É tanto esforço pra ser "cool" que fica até engraçado reparar como tá ficando todo mundo igual: all star, sapatilinha colorida, look retrô, cabelinho à la Amy Winehouse (nas devidas proporções, é claro) - no ambiente de trabalho então, cada fio de cabelo despenteado é milimetricamente pensado. Ultimamente, tenho estado em contato com pessoas no momento de compra de suas roupas. É impressionante como são influenciáveis e como questionam o "que vai pegar" nas próximas estações. Ou então se a peça X combina com a Y. Gente, são pessoas instruídas, inteligentes, mas... quanta insegurança! Quanto medo de errar e passar a "mensagem errada".
Ser cool já é commodity, segundo o post Fashion Nation http://www.thecoolhunter.net/lifestyle/INSPIRATION-NATION/. É verdade. Vale a leitura. Cito novamente o "fenômeno Amy Winehouse". Ela que é tratada pela mídia como diva, recebeu grammys, tem milhões de fãs e seguidoras de seu estilo - inclusive a roqueira Pitty posa toda orgulhosa de "Amy Cover" na tv. Será que ela é tãão talentosa assim? Tudo bem, posso estar levando esse tema pro pessoal, mas a música dela não tem nada de espetacular, particularmente acho até desafinada - mas não vem ao caso. Dia desses tive a curiosidade de saber mais sobre sua vida. Soube que vem de uma família com influências musicais, que pra variar teve infância tumultuada, pais separados traumaticamente e etc, etc. Só me parece que hoje para Amy falta música e sobra barraco. Sobram também seguidores, e para estes, falta criatividade - mais uma vez.

Tudo bem, eu entendo que algumas pessoas influenciem outras. Apesar de não ter nada a ver com o universo fashion, acredito na arte envolvida nesse circuito e no talento de seus profissionais - que ironicamente utilizam como fonte de inspiração o próprio estilo das ruas. Mas tudo tem limite.
Interessante a entrevista da revista Moda feita com Alex Atala, citado por Johnny Luxo como "o chef mais cobiçado da cidade". Aliás, ele tava até na campanha da Nextel né? Acho que ele é cool. Quando questionado sobre as peças de vestuário mais difíceis de achar no Brasil, ele responde: "Camisa, cueca e gravata. Falta qualidade e um bom corte". Sei lá, cada um é cada um. Mas Alex, será que você não tá forçando a amizade? Qual é o segredo do corte de uma cueca? Conta pra gente! Sem querer fazer apologia, essa semana fui ao Extra Hipermercados e peneirei várias coisinhas legais: um vestido preto pra usar com jeans, uma blusinha e uma sandália verde linda e super confortável. Não passou de R$ 50,00. Alex, dá uma passada lá! E deixando a ironia de lado e falando sério, será que você SÓ vai encontrar roupas decentes pra você na loja do Herchcovitch ou na Comme des Garçons?

Que fique bem claro que a crítica também vale pra mim. Gente, vamos gostar mais da nossa autenticidade. Ironicamente, deixo copiada uma frase do post citado acima (cliquem no link, vale a pena) e que acho legal termos em mente pra vida: Do your own thing, keep reaching up for those high ideas and never look over your sholder - because thats what being creative, its trully about. E a última, de "minha autoria": Extra rules!!!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Chacun à son Gôut!

Falar sobre comportamento. Palavra que está relacionada a diversos temas: antropologia, emoção, marketing, cultura, disciplina, psicologia, influência, alphas, betas & afins... mas que nunca esteve tão ligada à sensação de anarquia como hoje, com as indie bands da vida, blogs, facehunters e tantos outros estímulos para o "Express yourself" do século 21, que gera cada vez mais conteúdo com extrema facilidade de acesso.

E que lugar cheio de informação é esse em que vivemos anyway? Lugar de tanta coisa boa, tanta coisa fake e muita controvérsia. Ambiente que lutamos tanto para "globalizar" e que cada vez mais se torna uma vitrine de "individualidade coletiva".

Neste "meu espaço" (que também é nosso) espero voltar a escrever e trocar idéias sobre este tema tão rico não só para profissionais de comunicação, mas pra todo mundo que espera se entender melhor e também ao outro.

Vamos lá: Comportem-se!