Meus 25 anos estão chegando e acho que estou começando a entrar na crise de "1/4 idade", ou, segundo os psicólogos, estou vivendo meus
Anos de Odisséia - kakaka. Parei pra prestar atenção e a maior parte dos meus vídeos e músicas preferidas são da década de 80 e 90. A Britney não é mais a mesma, a Katie Holmes (eterna Joey) teve filha com o Tom Cruise e é uma mulher séria, a Madonna fez 50 anos - e há mais de uma década os Backstreetboys e o N´Sync emplacaram seus sucessos. Além disso, a partir do próximo ano, farei parte do grupo que usa cremes anti-sinais, o 25+.

São engraçados esses sentimentos coletivos compartilhados por uma mesma geração. Nunca recebi tantos emails nostálgicos. Meus amigos de infância estão brotando do nada - sugerindo reencontros após 10 anos. Maravilha! Mas o que será que está por trás disso tudo? Uma mistura de saudade e nostalgia? A diferença entre os dois sentimentos é que a saudade passa com o tempo, e a nostalgia permanece - talvez como uma força involuntária que te faz querer "guardar" o que passou pra sempre.
Vale lembrar a quantidade de produtos
vintage que podemos observar hoje. Nunca se viu tanta inspiração retrô, seja em eletrodomésticos, moda, design, música e afins. Segundo pesquisa divulgada há duas semanas atrás pela
Folha (desculpe, mas o conteúdo em questão - caderno
Vitrine - não está disponível online), o consumidor está rejeitando tudo o que é "contemporâneo", fazendo com que empresas cada vez mais apontem soluções com referências do passado, como por exemplo, uma televisão de plasma com design antigo.
Pensando sobre o assunto, lembrei do
Museu da Pessoa, que contém um acervo de depoimentos de pessoas que quiseram deixar suas vidas registradas para a posteridade. Muita gente já deve conhecer. Eu tinha visto uma reportagem sobre eles na televisão já faz um tempinho, mas nunca tinha entrado no site. A idéia surgiu em 1991 e está disponível pra todo mundo. Só não aprendi ainda a filtrar os depoimentos além de ordem alfabética. Como disse em entrevista Karen Worcmam, idealizadora do projeto,"imagine se você quiser saber os sonhos das mulheres da década de 30. Pelo nosso acervo, você consegue". Já pensou? Justamente nesses nossos tempos nostálgicos? Provavelmente aparecerão vários insights para quem se aventurar.