Feliz 2009 gente. Para os que nem lembravam que esse blog existia, vai a notícia: voltei.
Estava experenciando Barcelona e tem sido tão intenso que minha mente estava um tanto quanto nebulosa para administrar tanta informação nova. Prometo que nos próximos dias contarei coisinhas interessantes de Paris, Berlin e Veneza.
Agora está caindo a ficha de que o tempo vem passando muy, pero muy rápido e portanto, preciso deixar algo registrado por aqui. Pra começar, que tal fatos dessa semana?
Nessa quinta-feira rolou aqui em BCN o encontro do Cava & Twitts sobre Blogs & Marcas. Apesar de rápido - a "mesa redonda" durou uma hora, foi interessante observar como o assunto gerou certa polêmica em relação aos posts patrocinados para multiplicar a opinião sobre um produto, mesmo que de forma transparente. Para quem não está habituado com o tema, geralmente um blogger recebe um produto para experimentá-lo e logo "opinar" sobre ele em seu blog. A autenticidade era questionada pelo fato de que a experiência de um blogger e um consumidor é diferente, e portanto, não poderia ser comparada.
Participavam da conversa Eduard Corral da Bloguzz e Sven Mulfinger da trnd , agências que realizam campanhas de Word of Mouth através de trendsetters na web. Legitimando suas ações, Corral afirmou ter negado algumas campanhas porque clientes não aceitavam o fato de que um blogger poderia opinar negativamente sobre seus produtos. Sven Mulfinger também comentava que, se um produto é ruim, melhor que siga para os meios convencionais.
Que os meios convencionais estão cheios de jabás não é novidade e com os grandes blogs não seria diferente - mas a transparência é a diferença nesse caso, e as campanhas "éticas" seguem as "regras" da word of mouth association.
Segundo os convidados, as empresas que se escondem através de personagens fictícios na web ou utiliza meios não transparentes de influencia acabam sendo desmascaradas, já que este não é um meio totalmente mainstream. Vale lembrar que ano passado empresas como Coca-Cola, Sony, Wal-Mart e L`óreal já tiveram dores-de-cabeça judiciais com falsos blogs.
E aí: onde começa e onde termina a linha imaginária da ética na web?
sexta-feira, 27 de março de 2009
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